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HARRINGTON SAINTS

ENTREVISTA BANNER flat

Desde 2005, os americanos do Harrington Saints são um dos grandes representantes no estado da Califórnia no quesito street punk com um som direto e arrebatador. Com dois LPs e vários compactos em sua discografia, a banda acaba de lançar o sete polegadas ‘Upright Citizen’ pela Pirates Press Records. Com a palavra o vocalista Darrel Wojick e o guitarrista Deuce.

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A Pirates Press Records tem documentado a nova cena street punk de São Francisco e vocês parecem liderá-la. Como vocês se sentem em relação a isso?

Deuce: Pois é, apesar do foco principal da Pirates Press ser prensar vinil de alta qualidade para bandas, selos e gravadoras, eles se tornaram uma grande gravadora.

Darrel: Tivemos a sorte de ter começado a trabalhar com eles desde o começo do selo. Somos a banda ativa mais antiga da Pirates Press, fomos uma das primeiras bandas que eles assinaram. Eles são um grande selo, sempre estão lá para ajudar e estão sempre disponíveis. Eles só lançam produtos de qualidade superior e tratam as bandas muito bem.

Que outras bandas de são Francisco vocês recomendam?

Deuce: Não apenas de São Francisco, mas da Bay Area em geral temos Kicker, Custom Fit, Old Firm Casuals, Sydney Ducks. Let It Burn, Memphis Murder Men, HeWhoCannotBeNamed, Roadside Bombs, The Quitters e Troublemaker.

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O LP ‘Pride And Tradition’ foi produzido por Lars Frederiksen (guitarrista do Rancid). Como foi trabalhar com uma lenda? Como rolou?

Darrell: Ele sempre foi um dos meus produtores favoritos. A gente tava conversando depois de um show do Old Firm Casuals (banda Oi! do Lars) e embora eu não o conhecia muito bem, no momento eu meio que comentei que estávamos à procura de um produtor para o próximo álbum. O Lars ficou animado, e disse: “eu faço e ficaria honrado em fazê-lo”. Porra, nem acreditei!

Deuce: Ele fez a banda se esforçar e conseguiu tirar o melhor desempenho de nós, que é o que um grande produtor faz. Além disso, ele é um cara muito gente boa.

Muitas de suas músicas lidam com a realidade da classe trabalhadora. A banda é um trabalho de tempo integral ou vocês trampam com outras coisas?

Deuce: Todos nós trabalhamos com trampos que vão desde construção à bartending, vendas e TI.

Darrel: Acho que ‘working class’ não significa mais necessariamente você balançar um martelo. No mundo moderno se eu não tenho um salário entrando, como um trabalhador, não tenho apartamento, comida etc.

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Na estreia oficial do programa de rádio Semper Adversus, abrimos o programa com ‘Slogans On The Wall’ e fechamos com ‘Working Class Friday Night’. Me surpreendeu o feedback que recebi de pessoas sobre a banda. Se me surpreendeu, eu tenho certeza que deve surpreendê-los também ter uma galera aqui no Brasil que gosta da banda. 

Deuce: Que incrível! Com certeza! Valeu pelo apoio.

O que vocês conhecem da cena Street Punk brasileira?

Deuce: Não muito, mas parece ser muito boa cena e em crescimento.

Darrel: Sabemos que o CockSparrer tocou aí, pelo jeito deve estar indo bem.

O Harrington Saints participou do disco tributo ao Bruce Roehrs (figura chave da cena de são Francisco) junto com o Booze n Glory da Inglaterra. Fale um pouco sobre este disco.

Darrel: O Bruce queria que seus restos mortais ficassem na cidade que ele amava, São Francisco, especialmente em um famoso columbário muito bacana que tem aqui. O disco foi feito para ajudar a atender a essas despesas finais. Ele era um amigo, um dos primeiros e maiores defensores do Harrington Saints, então ficamos mais do que felizes em poder ajudar. Nós ainda sentimos muita falta dele.

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Vocês colecionam discos? Qual o orgulho da coleção e o que vocês compraram recentemente?

Deuce: Nós amamos vinil, até demais. A gente sempre compra, mas em termos de coleção, nenhum de nós realmente tem o espaço para armazenar muitos LPs. Muito menos temos dinheiro para gastar tanto quanto gostaríamos em vinil. O último vinil que peguei foi o split do Kicker com o Submachine em sete polegadas.

Darrel: Minha última aquisição foi o LP ‘Pressure’ dos canadenses Bishops Green.

Já não era hora de um novo LP do Harrington Saints? 

Darrel: Como você sabe, nosso novo single acabou de sair! E até que está vendendo muito bem. No momento, estamos compondo para algo mais substancial do que um single. Talvez no início do ano que vem lançaremos algo.

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Darrel, você também é vocalista da Suede Razors que acabou de lançar o terceiro EP, certo? Você tinha uma banda nos anos 90, como era a cena local? 

Darrel: Sim, a Suede Razors é um projeto paralelo divertido com bons amigos. É muito diferente do Harrington Saints e eu gosto de ter um papel diferente na banda. Mas o Harrington Saints é o meu foco principal. Eu tinha uma banda chamada The Burdens que lançou um disco chamado ‘Working Class Joke’ pela gravadora GMM, ainda acho esse disco um belo registro. Bem, eu estava vivendo muito próximo à cena de São Francisco na época e foi muito divertido. Havia muitos shows, mas também muitas brigas. Acho que as pessoas olham pra trás e lembram-se de ser melhor do que realmente era. Eu vivia uma hora de distância, naquela época eu achava que era uma cena um pouco panelinha na minha opinião. Mas as casas de show eram boas, assim como praticamente todas as bandas! No entanto, acho que as bandas e gravadoras que nós temos hoje são muito superiores!

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Poderia eu, um punk rocker magro, sonhar em me tornar um Harrington Saint? Hahahahaha! 

Deuce e Darrel: Claro, mas você não ficaria magro por muito tempo! Hahahaha! 

Beleza então! Agum recado final para os fãs brasileiros?

Darrel: Valeu pela entrevista Henrike e pelo espaço no programa Semper Adversus! Um grande abraço para os punks e skins aí do Brasil, obrigado pelo apoio!

 

23 de Outubro 2014

Cleaning the six inch guns on the HMAS Sydney.

Aqui você confere a setlist do programa desta semana. Toda quinta, às 22:00 na rádio virtual www.AntenaZero.com

BLOCO 1

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1. Anti-Heros – Fuck Hollywood. American Pie LP. Taang! Records

2. Headhunters – Heroes Of The Night. Eat This Dickhead. Dim Records

3. The Transitions – Live Fast Die Young. The Transitions EP. Rebel Sound

4. DDC Fuck You. Fists Of Fury 10”. Vinyl 4 Bootboys

Começamos o programa desta quinta destruindo tudo com a lendária banda Oi! Anti Heros com o hino anti “mainstream” Fuck Hollywood . Os polêmicos anti heróis foram figura chave na cena americano nos anos 90 e lançaram esse clássico LP American Pie pela Taang em 1996. O vocalista Mark Noah fundou o selo GMM Records que lançou muita coisa espetacular nos anos 90. Infelizmente a banda e o selo GMM não existem mais.

Em seguida, mais polemica com a banda paralela dos suecos do Ultima Thule, The Headhunters. A banda tem dois LPs lançados pela infame Dim Records. Heroes Of The Night é do primeiro álbum, que, aliás, é recheado de hinos.

O selo americano Rebel Sound não para de lançar novidades e esta é mais uma delas, The Transitions. Trio australiano do vocalista do Marching Orders e do Razorcut, Al. The Transitions está na ativa desde 2012 e esse EP é a estreia em vinil da banda.

DDC, abreviação de Drink and Destory Crew. Banda de Atlanta. Quem segue o Semper Adversus com certeza já ouviu DDC antes. Hoje tocamos mais um som do excelente 10 polegadas Fists Of Fury lançado pelo selo Vinyl 4 Bootboys. Coisa fina.

BLOCO 2 – REBELLION RECORDS

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1. The Manics – Gonna Have Love. The Manics EP/Please Panic It’s The Manics CD

2. RazorbladeDaily Grind. My Name Is Vengeance LP

3. Queensbury RulesNew Breed Rising. New Breed Rising CD

4. The Clockwork CrewPappas Pojkar.  What About Us/Pa Svenska CD

Conforme decretei no começo do mês, outubro é o mês da gravadora holandesa Rebellion Records, que inundou nosso arsenal de munição. Este bloco é focado no selo do meu amigo Wouter, que além de ser dono da Rebellion Records, é vocalista da banda Razorblade.

The Manics vem da suécia com seu mod punk Oi! extremamente contagiante. O vocalista é o mesmo da banda Oi! Clockwork Crew. The Manics lançou um CD digipack lindo Please Panic It’s The Manics e um sete polegadas edição limitada pela Rebellion. Ambos os discos tem esse som maravilhoso, Gonna Have Love.

Se o bloco é focado na Rebellion, não podemos deixar de lado a brutal RazorbladeDaily Grind é do sétimo álbum da banda, o excelente My Name Is Vengeance, onde vemos o Razorblade voltar às raízes com seu Oi! brutal mas melódico.

Queensbury Rules é de Bristol, na Inglaterra e está presente na ótima coletânea de bandas britânicas New Breed Rising, junto com Adverse Society, Steel Comb e No Quarter. Todas são bandas relativamente novas com um som bem característico dos anos 80.

The Clockwork Crew traz um Oi!muito bem feito, rápido e melódico no CD que inclui os dois lançamentos da banda: O EP Pa Svenska (só com músicas cantadas em sueco) e o LP What About Us (só com músicas em inglês). O CD digipack é edição limitada e vem numerado. Uma bela aquisição para quem coleciona música.

Em breve o material da Rebellion Records estará disponível no site da Hearts Bleed Blue.

BLOCO 3

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1. Last Warning – Lobo. Sintiendo el Odio CD. Bronco Bullfrog Records

2. PennycocksIt’s My Life – EP Devils, Kids & Gypsies. Contra Records

3. Cobra – Life War. Cobra Is Back LP duplo. Knockout Records

4. Stokes CPHPigs. Stokes CPH 10″. Randale Records

Começamos o terceiro bloco de maneira bem sinistra com a banda espanhola Last Warning (não confundir com a banda HC Straight Edge de mesmo nome). Esse som é demais, Lobo, que introdução! Dá até medo nas crianças. A capa do disco Sintiendo el Odio também é espetacular. Uma dica do meu amigo Samuka Bruisers.

Continuando na Espanha, direto de Barcelona, temos a banda Pennycocks com um som bem 77. It’s My Life é do EP Devils, Kids and Gypsies que vem com quatro capas diferentes. Uma banda para ficar de olho, os caras são muito bons.

Do Japão vem a clássica banda Cobra, pioneiros do Oi! na terra do sol nascente. Neste disco duplo, Cobra Is Back, lançado em 2010, a banda regravou as melhores músicas da sua carreira de mais de três décadas. O disco ainda vem com um DVD.

Para finalizar o bloco, vamos aportar nosso destroier na Dinamarca terra da banda Stokes CPH. CPH significa Copenhagen, a cidade natal dos caras. Quem me mostrou essa banda foi meu amigo Comandante Marcos. A faixa Pigs é do dez polegadas lançado pela Randale Records.

BLOCO 4 

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1. Satanico Dr. Mao e os Espiões SecretosAvante.

2. Downtown StrutsVictory. Victory EP. Pirates Press Records

3. Perkele - Göteborg. Göteborg EP. Blind Beggar Records

4. City SaintsThis Is my Life. Kicking Ass For The Working Class LP. Rebel Sound

Como sempre, temos um representante da nossa cena nacional no programa e agora é a vez da nova banda do ex-frontman dos Garotos Podres: Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos. O CD acabou de sair.

Os americanos do Downtown Struts fazem um som bem deles, bem original. O EP Victory lançado pela Pirates Press Records contém duas gravações demo que arrebentam!

Perkele, a banda favorita de muitos brasileiros vem da suécia. Götenborg é do EP de mesmo nome lançado em 2003 pela Blind Beggar Records, onde a banda canta apenas em sueco.

City Saints, banda do Magnus, ex-Perkele anda fazendo barulho na cena mundial e com razão. O LP Kicking Ass For The Working Class acabou de ser lançado pela Rebel Sound em vinil e já é um clássico. Que disco FODA! Altamente recomendado. Para fechar o programa desta quinta, a bela canção This Is My Life

16 de Outubro 2014

16 outubro

Aqui você confere a setlist do programa desta semana. Toda quinta, às 22:00 na rádio virtual www.AntenaZero.com

BLOCO 1

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1. Hudson Falcons – Pride. Desperation and Revolution LP. Last Punk Rockers Records

2. The Staggers – Snoopy vs The Red Baron. One Heartbeat Away From Hell CD. Haunted Town

3. Thunder & Glory – Out Of The Night. As The Ocean Churns EP. Stratum Records

4. The Real Mackenzies – Loch Lomond. The Real Mackenzies LP.

Começamos o programa de hoje com Hudson Falcons, veteranos da cena americana, a banda acabou de relançar o primeiro disco, Desperation and Revolution, em vinil verde. Já resenhei esse LP aqui no webzine, um clássico do street punk norte americano, recheado de canções de protesto da classe trabalhora.

Das cinzas do The Staggers surgiu a Dog Company, banda americana que acabou de lançar um belo 10″ pela Rebel Sound. O The Staggers era uma banda de horror punk que gravou dois CDs pelo extinto selo Haunted Town. Até onde eu sei, os albúms nunca foram lançados em vinil.

Thunder & Glory é a nova banda do vocalista do The Boils que toquei semana passada. Esse EP saiu recentemente pelo pequeno, porém ativo, selo holandês Stratum Records.

The Real Mackenzies tocam em novembro no Brasil. Loch Lomond é uma música tradicional escocesa que está presente no primeiro LP deles de 1995. A banda é canadense, mas reza a lenda que os mebros são descendentes de escoceses.

BLOCO 2. UNDERGROUND TRIBUTE TO THE MAN IN BLACK. REBELLION RECORDS CD

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1. Reno Divorce – Guess Things Happen That Way

2. Discharger – The City Of New Orleans

3. Toxpack – Wanted Man

4. Razorblade – San Quention

Uma das várias gratas surpresas no pacote de munição enviado para o arsenal da Semper Adversus pela gravadora holandesa Rebellion Records, foi o CD tributo ao Johnny Cash. São 29 bandas pagando tributo ao Cash. Eu sou fã do cara e coleciono os vinis do Man In Black faz uma cara. Escolhi quatro das minhas favoritas, em breve tocaremos mais!

Em breve o CD vai estar disponível pela Hearts Bleed Blue.

BLOCO 3 – Bloco Matt Panizzi (baixista Squared Off)

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1. Squared Off – Fighting Men. My World CD. Ear Wax Factory

2. Brickwall Vultures – A.D.C.K. Vultures Rule OK EP. Sexy Baby Records

3. Bad Assets – Wasted Generation. The Spirit Of Detroit CD. United Riot Records

4. Court Street – Scrappers Til We Die. Urban Decay CD.

Matt Panizzi, baixista do Squared Off, é brasileiro e ouvinte assíduo do Semper Adversus. O Matt fez questão de enviar o material da Squared Off mais três bandas do meio oeste americano. Agradecemos demais! Só coisa fina. A banda de Chicago tá na estrada desde 1996, mas parece que esse CD é o primeiro trabalho com o Matt na banda.

Também de Chicago temos a banda Oi! Brickwall Vultures que acabou de lançar esse EP em vinil verde mármore.

Bad Assets são de Detroit e já passaram pelo convès do Semper Adversus. Spirit Of Detroit é o primeiro e único albúm da banda. Eles tem alguns EPs e splits lançados pela East Grand.

Court Street , que antes ia pelo nome de Court Street Scrappers, faz uma mistura violenta de hardcore com Oi! A banda acaba de lançar um EP pela Stratum Records, mas esse som é do CD Urban Decay lançado pela banda.

BLOCO 4 

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1. Pastel de Miolos – Desobediência Civil. CD Novas Ideias Velhos Ideais. Brechó Discos/HBB

2. Antagonizers ATL – Hate City Rock. Hold Your Ground EP. Longshot Music

3. Slick 46 – I Don’t Wanna. One Thing Led To Another CD. Rebellion Records

4. Rat City Riot – I Feel Like Hank Williams Tonight. Highway Hymns LP. Knock Out Records

Os baianos do Pastel de Miolos representaram hoje o Brasil no programa. A banda tem seu próprio selo, Brechó Discos, que lançou esse novo trabalho em conjunto com a Hearts Bleed Blue.

Antagonizers ATL, são de Atlanta e estão com um split matador lançado pela Rebel Sound junto com a grande banda DDC. Hate City Rock é do EP Hold Your Ground, lançado pela Longshot Music.

Da Austrália temos o Slick 46 com o lindo CD digipack One Thing Led To Another lançado pela Rebellion. O CD reúne todos os lançamentos em vinil em um só disco. A Rebellion tem uma linha de CDs digipacks numerados que é coisa fina demais, vale a pena correr atrás.

Para fechar, a banda do meu amigo Noah, vocalista da Rat City RiotEscolhi esse som para fechar por ser um belo cover country e combina com nosso tributo ao Cash de hoje. Nessa música, o Noah canta sem forçar a voz e o resultado fica no mínimo inusitado. Um belo cover. Confira a enrevista que fiz com ele aqui.

 

9 de OUTUBRO 2014

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Para facilitar sua vida, após cada programa Semper Adversus, toda quinta às 22:00h na rádio virtual Antena Zero, irei postar aqui uma detalhada “set list” do que coloquei para tocar no programa. Henrike

BLOCO 1

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1. East Town Pirates – East Town Pirates – LP East Town Pirates. Dirty Punk Records

O disco East Town Pirates foi lançado originalmente em 2011 em CD pelo próprio selo da banda, Rumrunner Records e depois relançado em vinil dois anos depois pelo selo francês Dirty Punk Records. Consegui minha cópia em vinil branco pelo meu amigo Brett Weiss, dono da Rebel Sound. Os corsários ingleses que, aliás, tocam ao vivo vestidos de pirata, já estão com um segundo disco, o Seven Seas Of Sin. Achei essa musica bem apropriada para abrir o Semper Adversus de hoje.

2. Emergency – Idol Generation. CD 1234. Step-1 Music

3. Emergency – State Of Emergency. CD 1234. Step-1 Music

Não resisti e tive que colocar dois sons dessa excelente banda Oi! para tocar hoje no programa. O CD foi enviado para o Semper Adversus pelo selo inglês Step-1 Music. O vocalista Fergus, foi membro fundador da clássica banda Oi! inglesa The Strike. Mike, dono do selo Longshot Music foi o primeiro baixista da banda, mas saiu logo antes da Emergency gravar esse petardo. Fergus então assumiu também o baixo e a banda continuou como o trio. Infelizmente a banda acabou logo depois que lançou esse disco que foi gravado em 2004, uma pena.

4. Rancid – Raise Your Fist. LP Honor Is All We Know. Hellcat Records

Rancid é Rancid. Música com estreia mundial aqui no Semper Adversus. Uma honra. Disco novo sai no final do mês. Sem mais.

BLOCO 2 – Rebellion Records “Oi! Ain’t Dead Vol.1” LP

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1. Booze n Glory – It Was Our World

2. Razorblade – Fighting The System

3. The Corps -  Burning The Candle At Both Ends

4. Old Firm Casuals – You Better Start Runnin

Semana passada decretei que outubro seria o mês da Rebellion Records, gravadora holandesa do meu amigo Wouter, vocalista da grande banda Razorblade. Afinal, mais de dez quilos de munição foi enviado pela Rebellion para o arsenal da Semper Adversus. Este é o bloco especial da Rebellion com a coletânea Oi Ain’t Dead que já se encontra em seu segundo volume. Hoje coloquei a agulha no volume 1, lançado ano passado em vinil e CD com quatro bandas que estão  despontando na cena street punk mundial. Cada banda conta com três ou quatro músicas no disco. Booze n Glory, da Inglaterra, com sua formação original manda um belo som. Razorblade sempre agressiva (mas mantendo a melodia), surpreendendo e representando a cena holandesa. The Corps com seu som mescla de Motorhead e Rose Tattoo carregam a bandeira da Austrália e o Old Firm Casuals, banda Oi! do Lars, guitarrista do Rancid, completa essa coletânea essencial. Minha cópia é em vinil branco, coisa fina.

Em breve disponível no Brasil pela Hearts Bleed Blue.

BLOCO 3 

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1. Hex Bombs – Everything Earned – LP Everything Earned. East Grand Records

2. Hijinx – Natural Disaster – EP Hijinx. East Grand Records

Outro selo parceiro do Semper Adversus é a East Grand Record Co, de Michigan. O selo americano lança muito coisa boa. Para hoje escolhi o recém lançado LP da banda americana Hex Bombs, Everything Earned. Vinil verde escuro transparente com rajadas de preto e uma capa “gatefold” fazem o LP parecer uma edição de luxo. Punk rock de primeira. Conheci a banda pelo compacto None Shall Be Forgotten, que foi lançado em parceria com a Pirates Press Records e a East Grand. Aliás, já toquei a música None Shall Be Forgotten no programa, uma sonzera que conta com a participação do Mike McColgan, vocalista do Street Dogs.

Outra banda bem legal do selo East Grand é a Hijinx, banda punk americana. O EP homônimo já está esgotado e ficamos aqui no aguardo de material novo dos caras.

Em breve você vai encontrar vinil da East Grand na loja online da Hearts Bleed Blue.

3. Blind Pigs – Antro De Trastes. LP Capitânia. Pirates Press Records

Foi uma honra ter o disco Capitânia lançado em vinil Picture disc pela minha gravadora favorita, Pirates Press Records. Originalmente lançado aqui no Brasil em vinil transparente pela Zona Punk e em CD pela Sweet Fury Records, o Capitânia recentemente ganhou o prêmio Dynamite de Melhor Albúm Punk de 2013. O clipe de Antro de Trastes foi dirigido pelo Gordo, com o apoio da Sick Mind e tem a participação do skatista Douglas Pankrage detonando com o shape do Blind Pigs que a Sick Mind lançou ano passado.

Você encontra o CD, vinil transparente e o Picture disc do Capitânia na Hearts Bleed Blue.

4. Rancid – A Power Inside. LP Honor Is All We Know. Hellcat Records

Rancid é Rancid. Vixi, nem falo nada. Mais uma estreia aqui no Semper Adversus.

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1. Dirty Water – It Starts With You. CD Dirty Water. Street Anthem Records

O EP Dirty Water foi lançado em 2003 pelo extinto selo Street Anthem Records. A banda era um projeto do Mark Lind, da banda Ducky Boys, de Boston. Boa sorte em encontrar uma cópia. Essa aqui peguei emprestada do Samuka Bruisers para tocar no programa. Valeu véio!

2. The Crackdown – These Streets – LP Broken Guitars & Trashy Bars. Longshot Music

The Crackdown é do Canadá. Esse som tirei do LP split com a banda alemã Hiroshima Mon Amour lançado pela Longshot. O disco já saiu faz um tempo, mas esse som é bom demais, as outras músicas do Crackdown no disco também são foda. O vinil é lindo, amarelo com rosa misturado para combinar com a capa.

3. The Boils – The Orange And The Black. CD The Orange And The Black. TKO Records

Bom, se você ainda não leu aqui no webzine minha entrevista com o Mark Rainey, fundador da TKO Records, você tá vacilando. O selo TKO foi pedra fundamental para a cena street punk americana nos anos 90 e só lançou pérolas como esse CDEP do The Boils, um tributo ao time de hóquei no gelo Philadelphia Flyers. The Boils não existe mais, mas para nossa felicidade, o vocalista montou uma banda nova, Thunder & Glory, que prometo tocar no programa da semana que vem.

4. Rancid – Back Where I Belong. LP Honor Is All We Know. Hellcat Records

Para fechar o programa, mais uma inédita do disco novo do Rancid. Aguardem, o LP Honor Is All We Know tem lançamento previsto para 27 de outubro.

Piratas, marujos e lobos do mar, o programa Semper Adversus está toda quinta às 22:00h nas ondas da rádio virtual Antena Zero. União e um brinde à legião! 

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HUDSON FALCONS “Desperation And Revolution”

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HUDSON FALCONS “Desperation And Revolution” LP

Gravadora: Last Punk Rockers Records

Track listing:

Lado A

1. Working Class War
2. LAMF
3. Worker Fate
4. GLC
5. Free Lori 
6. Pride
7. Monahan’s

Lado B

1. Come Out Ye Black & Tans
2. Sweatshops
3. The Rat Is Dead
4. Jersey City
5. Altar Of The Open Road
6. Revolution
7. Abandoned Vets

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Tive a felicidade de ver o Hudson Falcons dividir o palco com o Rat City Riot em San Diego este ano. Eu já acompanhava o trabalho da banda faz um tempo, então estava bem animado para assistir os caras ao vivo. Os falcões dos pântanos de New Jersey são veteranos da cena. Seu primeiro lançamento foi o CD Desperation and Revolution, lançado pela gravadora GMM em 1997 e relançado agora em vinil colorido pelo selo Last Punk Rockers Records. Comprei minha cópia no show deles, direto da mão do vocalista Mark Linskey. No show a banda arrebentou tudo. Poucas pessoas no bar, mas quem estava lá se divertiu demais e testemunhou dois ótimos shows.

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O LP é recheado de verdadeiros hinos da classe trabalhadora e abre com a magnífica Working Class War. Os caras acreditam no que eles cantam e você sente isso na voz do Mark.  Hudson Falcons é puro street punk rock n’ roll e você ouve isso claramente na música Pride que tem o lindo refrão: “Eles podem te tirar sua casa, seu carro, seu dinheiro. Fazer você trabalhar por menos do que o salário mínimo. Você tem que olhar nos olhos deles, nunca se render. Seu orgulho é a única coisa que eles não podem tirar”.

O lado B abre com a Hudson Falcons flertando com o Irish Punk, isso em 1997 quando ainda não era moda, no excelente cover da música de protesto do IRA (Exército Republicano Irlandês) Come Out Ye Black And Tans. O lado B ainda tem a The Rat Is Dead um excelente punk rock e fecha com a Abandoned Vets sobre os veteranos de guerra que são tratados com desprezo pelo governo americano. Enfim, o disco é puro protesto sem ser chato e panfletário. Um clássico do street punk americano. Como eu gosto de dizer: “Tem que ter!”.

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Na capa temos imagens de Che Guevara, Jesus Cristo e George Washington, um trio, digamos assim no mínimo, inusitado e no encarte está estampada a seguinte frase: “Se você não acredita nos direitos do trabalhador, soberania das nações, direitos humanos, igualdade e liberdade então você não deveria estar ouvindo este disco, você deve é ir se foder!” 

TKO RECORDS

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Sempre quis conhecer o quartel general da TKO Records, gravadora que fez escola e entalhou seu nome na história da cena street punk norte americana no final dos anos 90. Afinal, uma boa parte do meu salário naquela época era convertido em dólar, escondido dentro de cartas e enviado para a gravadora montada por Mark Rainey em 1997. Em troca dos meus suados dólares eu recebia em casa a nata do punk americano em vinil e CD. Anos mais tarde fiquei sabendo que quem empacotava minhas encomendas era um tal de Eric Mueller, na época funcionário da TKO e hoje dono da Pirates Press Records.  Este ano tive o prazer de conhecer Mark Rainey pessoalmente na incrível loja da TKO em Huntington Beach, no sul da Califórnia.

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Mark, o que fez você querer montar uma gravadora punk? Por que não começar uma banda? Porra, com uma banda você tem groupies, com uma gravadora você tem dores de cabeça.

Mark: Desde moleque, eu sempre fui completamente obcecado com música, e até hoje, a música é minha vida. No entanto, nas minhas tentativas de fazer isso sozinho, rapidamente se tornou óbvio que eu não tinha o talento e foco necessário para aprender um instrumento. Além disso, eu não tenho a menor noção de ritmo. Então aqui estou. Achei uma maneira de encontrar o meu lugar no mundo da música, para melhor ou para pior. Porra, com certeza, existe dores de cabeça, mas não vamos nos enganar, as bandas têm muito disso também, não é tudo groupies, drogas de graça e passeios de helicóptero, como eu tenho certeza que você sabe!

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Hahahaha! Pode ter certeza! Mark, a TKO Records começou documentando o crescimento da cena street punk do norte da Califórnia nos anos noventa. A gravadora lançou discos clássicos de bandas como The Forgotten, Reducers SF, The Bodies, Workin Stiffs, The Beltones, Generators, Templars, The Bruisers, Dropkick Murphys, US Bombs, Swingin Utters entre muitos outros. Olhando para trás, qual disco te deixou mais orgulhoso?

Mark: Bom, em primeiro lugar eu gostaria de te agradecer por descrever esses discos como clássicos, é muito gratificante ouvir isso. Tenho muito orgulho e me sinto muito honrado por ter tido a sorte de trabalhar com todas as bandas que você mencionou, além de muitas outras com o passar dos anos. Acho que é impossível limitar a minha escolha para um único disco. Isso seria como ter que escolher seu filho favorito de uma família muito grande. Estou orgulhoso de quase todos os nossos lançamentos, e mesmo os que não saíram do jeito que eu esperava me ensinaram algo. Bom, mas falando de coisas recentes, estou orgulhoso pra caralho de nosso lançamento número 200. A banda? Ah, você e seus leitores vão ter que correr atrás para saber!

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Giuda “Let’s Do It Again” LP TKO 200.

Vários dos LPs que a TKO lançou nos anos 90 são encontrados por preços exorbitantes no ebay. Existe alguma chance da TKO relançar alguns em vinil?

Mark: Apesar da TKO hoje em dia se concentrar principalmente em relançamentos, eu gosto da ideia de manter os discos de vinil originais que lancei colecionáveis. Estou pensando em fazer versões em vinil de títulos que foram lançados originalmente apenas em CD. Para a Record Store Day de 2014, eu fiquei feliz de finalmente conseguir prensar o disco On Deaf Ears do Beltones em vinil pela primeira vez. Mas fora algumas exceções, eu estou mais preocupado em seguir em frente e trabalhar em nossos projetos atuais.

Porém, isso não significa que eu não esteja aberto a outros selos fazerem suas próprias reedições de títulos mais antigos da TKO. Nossos amigos da Pirates Press Records nos honraram com a inclusão do LP duplo Runnin Riot Across The USA em sua série de reedições do CockSparrer. Além disso, este ano tivemos o prazer de colaborar com a Pirates Press e a banda Reducers SF em um “box set” de 4LPs que estará pronto para o 10º aniversário da Pirates Press ainda este ano. Foi muito divertido fuçar nos arquivos e encontrar todas as antigas fontes de áudio, vídeo clipes, fotos, panfletos, etc e trazer tudo isso para o box set. Estou ansioso para ver o produto pronto. Eu tenho certeza que a Pirates vai fazer um excelente e caprichado trabalho nesses relançamentos do Reducers SF.

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Qual disco foi o mais difícil de lançar nos primórdios da TKO?

Mark: Essa tá muito mais fácil de responder! Os discos mais difíceis foram os que nunca foram lançados! Hahahaha! Houve alguns, mas os dois que se destacam são o LP da Real Kids que nunca saiu, e The Business com o LP Down The Pub With The Business que até chegou a ir para a fábrica, mas tivemos que cancelar na última hora, devido a uma disputa entre os membros atuais e antigos da banda. É uma pena, muito suor e tempo foram colocados nesses dois discos e eles teriam ficado foda. Mas, não era pra ser.

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A TKO celebrou o seu 15º aniversário há dois anos com o EP Born Criminal do The Old Firm Casuals. Podemos esperar mais lançamentos na pegada street punk em um futuro próximo?

Mark: Esse foi um disco muito divertido de fazer, e eu estou muito orgulhoso de termos justo ele como o nosso disco comemorativo de 15 anos. O Lars Frederiksen tem sido um bom amigo e grande apoiador de todas as coisas TKO desde o primeiro dia, e foi gratificante depois de todos esses anos fazer o selo se voltar novamente para o street punk de San Francisco. O Lars queria que este disco se parecesse com um disco TKO da época, com acabamento de alto brilho na capa, cores vivas e arte pelo artista original da TKO, Mike “Prozac” Novak. Quanto à possibilidade de mais street punk no futuro, é difícil dizer. Com raras exceções, a TKO realmente só faz reedições agora, e estamos focando em apenas algumas poucas bandas. É possível que possamos fazer mais algum disco do Templars, mas mesmo assim vai ser material antigo que nunca foi lançado. Vamos esperar e ver.

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No final dos anos noventa o selo era baseado em San Francisco, hoje a sede é em Huntington Beach, por que a mudança? Será que isso fez o selo ser menos conectado com a cena punk do norte da Califórnia?

Mark: A TKO começou em San Francisco, e foi baseada lá de 1997 a 2002. Enquanto nós definitivamente tivemos um forte enfoque na cena local durante esses anos, desde muito cedo também trabalhamos com bandas do Texas, Nova York, Boston, Atlanta, Florida. Nunca fomos um selo exclusivamente focado em bandas locais. É claro que, se afastando de San Francisco automaticamente nos fez menos diretamente ligados à cena de lá. Mas, geralmente estas cenas locais tem um ciclo de vida bastante curto, de talvez quatro anos. Quando deixamos San Francisco, uma cena que tinha começado com pessoas de vinte e poucos anos já estava no fim, com bandas acabando, casas de show fechando, pessoas casando, começando famílias e se mudando para fora da cidade. É apenas a natureza das coisas. Quando me mudei com minha família de San Francisco, o que ajudei a construir já estava no final de seu ciclo. Ironicamente, os anos se passaram e estamos vivendo uma nostalgia por esta época. Há novas bandas, algumas bandas antigas que saíram da aposentadoria e uma nova geração de fãs. É legal de ver, mas também um pouco engraçado. Originalmente, nunca me ocorreu que isso fosse acontecer 15 anos depois, a gente estava muito focado no momento para pensar no futuro.

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Este ano, durante minha lua-de-mel, tive a sorte de finalmente fazer a minha peregrinação à TKO. E é a melhor loja punk de discos que eu já visitei. Como você consegue manter uma loja tão legal?

Mark: Henrike, mais uma vez, agradeço suas palavras, é muito gentil da sua parte. Foi muito bom conhecer você e sua linda noiva, e sempre fico feliz quando encontro alguém como você de tão longe que aprecia o trabalho que temos feito por tanto tempo. Decidi abrir a loja no final de 2006, época em que muitas lojas de discos em Orange County estavam fechando suas portas. As pessoas achavam que eu era louco de abrir uma, mas por outro lado algumas pessoas rastreavam a localização do nosso escritório e apareciam na porta, esperando que fosse uma loja de discos. Isso me pareceu uma oportunidade. Os primeiros 2-3 anos foram muito difíceis, mas conseguimos sobreviver, compramos o máximo de vinis raros que íamos conseguindo e trabalhamos em construir uma reputação de ser uma loja limpa, organizada, com uma boa seleção. Todos os anos, as vendas iam aumentando, e devido ao Record Store Day e o renascimento do vinil, pelo jeito só há de melhorar. Também acho que o meu amor e paixão pela música, que também é compartilhado pelo pessoal que trabalha aqui comigo, realmente faz a diferença.

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Você coleciona discos? Qual o orgulho de sua coleção?

Mark: Sim, coleciono discos por cerca de 30 anos. Minha coleção tem aumentado e diminuído devido às circunstâncias em minha vida, mas nunca deixei de comprar discos desde que comecei a colecionar a sério quando eu tinha uns 13 anos de idade.

Quanto ao “orgulho da minha coleção”, cara, outra pergunta impossível! Há tantos! Se eu tivesse que escolher um, eu diria que é a minha cópia autografada do single Complete Control do The Clash. É a minha música favorita da minha banda favorita, autografado por todos os quatro membros da banda. Eu ainda acho que é a melhor música punk de todos os tempos. Eu paguei 20 dólares por esse disco há muitos anos atrás e não faço ideia do valor dele agora.

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Você conhece algo da cena street punk brasileira?

Mark: Fora o Blind Pigs, não. Conheço um pouco das bandas clássicas brasileiras como Ratos de Porão, Olho Seco, Clera e Vírus 27. Sei que essa é provavelmente a resposta que a  maioria dos americanos te dão.

Claro que não é uma banda punk, mas conheço Sepultura e vi a banda tocar várias vezes no início dos anos 90, em turnê com Sick Of It All, Sacred Reich e Napalm Death na turnê “New Titans On The Block”. O primeiro disco de uma banda brasileira que eu tive foi o do Sepultura. Se você tem alguma sugestão para mim, serei agradecido!

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Em breve terei Mark! E o que o futuro reserva para a TKO?

Mark: Como sempre, nós temos muitos projetos em andamento no momento. Nós vamos lançar a versão do clássico EP A Place In The Sun de 1983 da banda hardcore YDie todos os lucros vão diretamente para os filhos do nosso amigo falecido, Howard Saunders, que era um amigo da banda e ajudou a lançar a versão original. Também estamos terminando os detalhes de uma caixa de DJ da TKO com discos de 7 polegadas, que vai incluir um distintivo e um livreto. Haverá três versões diferentes, uma versão com cinco discos aleatórios, uma versão com 10 discos aleatórios, incluindo alguns vinis coloridos ou fora de catálogo e uma versão final que vai ter 25 discos, incluindo discos raros e “test pressings”. Será tudo limitado a 100 caixas – maiores detalhes em um futuro próximo – fique esperto no nosso facebook. Além desses projetos, temos mais alguns discos do Antiseen e do Poison Idea que iremos lançar e mais algumas coisas para nos manter ocupados nos próximos anos. Como a banda Negative FX disse “Nós não vamos desistir, foda-se”.

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AGGROBEAT

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O selo holandês Aggrobeat é relativamente novo. Criado em 2011 por Paul Benschop, a Aggrobeat levanta a bandeira dos SHARPs originais (Skinheads Against Racial Prejudice) e se especializa em lançamentos da cena Oi! mundial.

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Kids Of The Street foi a primeira banda Oi! russa que ouvi na vida. Com o interessante lema, Orgulho Sem Preconceito, os hooligans de Moscou detonam um Oi! melódico de qualidade em seu CD Burn It Down. Formada em 2008, a Kids Of The Street já pode ser considerada uma das principais bandas da cena de seu país. Eu só gostaria de ouvi-los cantando algumas músicas em russo, pois o disco é inteiro em inglês. Um lançamento que vale a pena correr atrás.

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Formada por veteranos da cena alemã, a Cracks & Scars lançou seu disco de estreia, Stick To Your Guns, pela Aggro Beat em 2012. Uma mistura de street punk com hardcore cantado em inglês faz do disco uma boa pedida para fãs dos dois estilos.

Os skinheads italianos do Dead End Street quebram tudo pelo caminho com o ótimo compacto de estreia. Street punk nervoso em inglês. A banda tem futuro, e fico no aguardo de um LP com inéditas.

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Outro lançamento interessante da gravadora é o Split LP com os veteranos britânicos The Warriors de um lado, e os alemães Halbstark Jungs do outro. O vocalista do The Warriors, Saxby, é membro original da lendária banda Oi! Last Resort e nesse disco os guerreiros ingleses mandam dois covers de respeito: Cocksparrer e Last Resort (lógico!).  Halbstark Jungs é uma banda relativamente nova na cena alemã e nesse disco mandam três sons em inglês e um em alemão que conta com a participação do vocal da Toxpack.

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Lançado em conjunto com os selos Pug Music e Black Hole Records, o sete polegadas duplo Mess With The Best Die Like The Rest contém quatro ótimas bandas street punks com duas músicas inéditas cada; Revilers dos Estados Unidos, Rust da Australia, Guv’nors da Dinamarca e os alemães Cracks & Scars. Mas o destaque pra mim foram os dinamarqueses da Guv’nors com sua gaita, o que dá um belo toque pras músicas que já são bem legais! Vinil colorido, capa “gatefold” e bandas de qualidade fazem deste lançamento um grande registro.

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Como sempre, deixo o melhor por último. No Man’s Land é uma banda Oi! da Indonésia. Sim, Indonésia! “Parte da família da minha mãe é da Indonésia então meu interesse pelo país é acima da média. A Indonésia era uma colônia holandesa no passado e até hoje a cultura do país asiático ainda é visível aqui na Holanda. Como tenho um grande interesse pela Indonésia e também pelo punk rock, era mais que natural que eu tivesse bandas de lá no meu selo” diz Paul. Pioneiros da cena skinhead no país, a No Man’s Land está na ativa desde 1994 e lançou algumas fitas cassetes, CDs e discos que hoje viraram itens de colecionador. Para o CD The Best Of 1994-2012, a banda regravou 28 das suas melhores músicas e o resultado está espetacular. Um grande registro que não canso de ouvir. O logo dos caras também é fudido: dois leões, um par de Doc Martens cereja e a frase “Love Music, Hate Politics”.

Para celebrar seu vigésimo aniversário a No Man’s Land acaba de lançar um split com seus conterrâneos The Youngs Boots, o EP Malang Skinhead.

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Registrando o crescimento da cena Oi! no país asiático, a Aggro Beat lançou a coletânea Oi! Made In Indonesia, um CD recheado com 25 músicas de 13 bandas e o slogan “Unity in Diversity” (Unidade na Diversidade) estampado na capa.

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Paul também administra o webzine oioimusic.com confere lá que vale à pena, ótimas entrevistas e resenhas da cena street punk mundial.

É isso aí, punk rock é uma língua verdadeiramente universal e a Aggro Beat está aí para provar isso. Vida longa ao selo!

 

NOi!SE

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Uma banda da cena street punk americana que anda fazendo barulho (desculpe o trocadilho), é a Noi!se. Formada em 2009 na cidade de Seattle, a Noi!se já conquistou o respeito de bandas veteranas como o Rancid e aos poucos vem se tornando conhecida de quem gosta de um street punk de qualidade aqui no Brasil. Prestes a lançar seu novo disco, The Scars We Hide, o baixista e vocalista Matt Henson trocou uma ideia comigo sobre as Forças Armadas Americanas, futebol, Oi! e Wu Tang Clan .

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Noi!se foi um dos nomes que mais aparecia quando eu perguntava para os leitores do Semper Adversus quais bandas eles gostariam de ver entrevistadas aqui.  É uma surpresa para você que sua música atinge pessoas no Brasil?

Matt: Sempre me surpreendo que a nossa música atinja pessoas de outros países. O apoio que temos recebido ao longo dos últimos dois anos tem sido realmente uma experiência inspiradora.

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Você é um soldado do Exército Americano e foi mobilizado para o Afeganistão e outros lugares. Como isso afeta o que você faz na banda? Para alguns punks de mente estreita aqui no Brasil, parece estranho ou até mesmo uma contradição tocar em uma banda de punk rock e estar nas Forças Armadas. Mas vejo que isso parece ser uma grande parte de quem você é: soldado, pai e punk.

Matt: É muito difícil de conciliar família, Exército e banda, mas eu acho que a parte mais desafiadora é fazer tudo de forma eficaz. Eu realmente não acredito em fazer as coisas meia boca. Minha família sempre terá prioridade sobre todo o resto. Cara, a perspectiva que as pessoas têm dos militares é relativa, depende da sua experiência pessoal e, acima de tudo, o país em que vivem. Não sinto a necessidade de ter que defender o meu trabalho para as pessoas que têm uma percepção negativa das Forças Armadas. Só dou satisfação para a minha família e amigos próximos, a lista acaba aí.

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Como surgiu a idéia da coletânea United We Stand que você montou para apoiar punks e skinheads que estão nas Forças Armadas Americanas?

Matt: Nosso objetivo com a United We Stand era fazer duas coisas: arrecadar dinheiro para veteranos feridos e destacar a cena street punk/Oi! americana. Achei que uma coletânea iria atingir esses objetivos perfeitamente. A idéia veio enquanto eu estava no Afeganistão. Pedi uma ajuda para os meus bons amigos, Mick da Durty Mick Records e Lars Frederiksen do Rancid para ajudar, e eles fizeram das tripas coração para a coletânea sair. Estou muito orgulhoso dela. E mais orgulhoso ainda em ter esses dois caras como amigos.

A primeira vez que ouvi Noi!se foi através da música Idle Action que me surpreendeu bastante, por causa da sua energia e originalidade. Assim que os primeiros acordes de uma música da Noi!se começam você já sabe que se trata de uma música da Noi!se. Quais são as suas influências e o que você gosta de ouvir que faz sua banda soar tão original?

Matt: Nossas influências são muito variadas. Pessoalmente, eu escuto de tudo, Oi!,  punk rock, hardcore, Reggae, Hip Hop, soul, música clássica e por aí vai. Eu acho que é exatamente isso que marca nosso som, o fato de que as músicas que escrevemos vêm de tudo que é lugar. O que é realmente legal sobre estar na banda é ver as músicas que escrevo evoluírem, tipo, levar elas para o resto da banda e ver a banda transformar essas músicas em uma “música da Noi!se”. É divertido pra caralho.

NOi!SE

Todos seus discos sãos lançados em edição limitada e em vinil colorido. Você é um colecionador de discos? O que você coleciona? Qual é o orgulho da sua coleção?

Matt: Bom, definitivamente sou um colecionador de vinil, mas quando meu filho nasceu eu parei de comprar tantos discos…… junto com um monte de outras coisas, hahaha! Acho que o meu disco favorito é a coletânea 1977 da Stiff Records. Como eu tenho a concentração de um mosquito, eu sempre amei coletâneas e essa aí é simplesmente incrível.

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Qual foi o último vinil que você comprou?

Matt: Wu Tang Clan Enter The 36 Chambers. Foi um presente de aniversário que eu dei para o nosso baterista, Kenny. E ganhei o LP duplo deles de aniversário no início deste mês.

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Eu li em algum lugar que você é fã de futebol, apesar de o futebol não ser o esporte mais popular nos EUA. Para que time você torce? Acompanhou a Copa do Mundo?

Matt: Seattle Sounders !!!!! Sim, eu assisti a Copa do Mundo. Tenho certeza de que você estava assistindo também!

Pois é cara, prefiro não comentar sobre isso, hahaha! Vamos em frente, qual banda você dividiu o palco n a sua última turnê que realmente te impressionou?

Matt: Bishops Green, A Global Threat, Old Firm Casuals, Fear City, Hard Evidence, Assault and Battery….. temos muita sorte de tocar com algumas bandas absolutamente incríveis.

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Você tinha alguma outra banda antes da Noi!se?

Matt: Eu tocava em uma banda chamada Aires and Graces. Gravamos dois 7 polegadas um tempo atrás. Nada digno de nota.

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Como pintou a ideia do split com o Street Dogs?

Matt: O split com o Street Dogs foi um sonho que se tornou realidade. Eu descobri que os caras do Street Dogs realmente gostavam do nosso som uns dois anos atrás, o que pra mim foi incrível porque sou um grande fã. Comecei a conversar com Johnny Rioux, guitarrista do SD e ainda tive a honra do projeto solo dele, CowbOi! abrir para nós em Houston. Um dia, do nada, meio que de brincadeira, eu mandei uma mensagem para ele perguntando se o Street Dogs toparia fazer um split com a gente. Pra falar a real, até ri após depois de ter enviado a mensagem. Uns 30 minutos depois o cara respondeu “sim”. Sabíamos que se fossemos dividir um disco com o Street Dogs a gente teria que mandar muito bem. Estou muito orgulhoso desse disco.

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Quando podemos esperar um novo disco da Noi!se?

Matt: As pré-vendas para o LP The Scars We Hide já estão sendo feitas pela loja virtual do selo Durty Mick nos Estados Unidos e pela Randale na Europa. Estamos gravando o próximo álbum agora e devemos lança-lo no começo de 2015!

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Valeu Matt, obrigado pelo seu tempo, boa sorte e esperamos um dia ver a Noi!se tocar aqui no Brasil!

Matt: Muito obrigado pela entrevista Henrike e obrigado a todos aí no Brasil, que nos fazem sentir honrados por ouvirem a nossa música! Esperamos tocar aí algum dia!

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STREET DOGS/NOi!SE split 10”

STREET DOGS/NOi!SE split 10”

vinil da semana 2

Data de lançamento: Março 2014

Gravadora: Pirates Press Records e Randale Records

Track listing:

Lado A: Street Dogs

1. We’re Still Here

2. Johnny Come Lately

3. First Cut

Lado B: Noi!se

1. Broken Bonds

2. Chameleon

3. The Bottom Rung

Lançado em março deste ano, o Split dez polegadas com os já veteranos Street Dogs de Boston e a Noi!se de Seattle, é um petardo para agradar quem gosta de um street punk muito bem feito.

No lado A o Street Dogs já começa com uma bota na porta com a inédita We’re Still Here, um aviso aos detratores. Nesse som reconheci a voz inconfundível do Lenny Lashley, ex-Darkbuster que gravou este disco e fez turnê com o Street Dogs segurando a bronca na guitarra. Na sequencia mandam um belo cover do cantor country Steve Earle, a excelente Johnny Come Lately, discutivelmente a melhor música do disco. O lado deles fecha com a First Cut uma música mais na boa. Nestas três músicas os cães de rua de Boston provam porque são dignos da coroa de reis do street punk americano. Tive a sorte de ver a banda ao vivo em 2005 duas vezes, uma em San Diego e outra em Nova Iorque. Mike MacColgan é um cara super humilde e atencioso e merece tudo de bom que anda acontecendo com sua banda.

O lado B pertence à Noi!se, uma banda que está ganhando um puta destaque na cena street punk mundial. Fazem um som bem original e começam arregaçando tudo na poderosa Broken Bonds, uma sonzera! Você mal se recupera do primeiro som e os caras já detonam com a Chameleon, street punk com toques de hardcore, uma das influências dos caras. Para fechar com chave de ouro, The Bottom Rung, minha favorita deles neste disco.

Cara vai atrás desse disco. O meu é vermelho, versão do Record Store Day deste ano, e ainda por cima conta com o selo de qualidade Pirates Press Records, aí fica fácil!

sd e noise

REJECTS S/A

para incomodar REJECTS

Clayton Silva- Voz; Johnny Schwetler- Guitarra/Voz; Carlos Kuss- Baixo/Voz; Marcio Nossol- Guitarra/Voz & Ratinho Fendrich- Bateria

Oi! em São Bento do Sul? Sim meu amigo, desde 2003 o Rejects S/A incomoda os pacatos vizinhos da pequena cidade de Santa Catarina com um som muito bem feito. Os rejeitados de São Bento lançaram um CD demo em 2006 e três anos depois lançaram por eles mesmos o ótimo CD Falar Versus Ouvir. O Blind Pigs já teve o prazer de dividir o palco com eles e até participei dos vocais no CD dos caras. Sou fã da banda. Não é por menos que eles abrem a coletânea PARA INCOMODAR – Street Punk Brasil Vol.1 com a ótima Matar Um Leão Por Dia. Tive um bate papo com meu amigo e membro fundador, Johnny Schwetler.  

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E aí Johnny, cara, São Bento do Sul! Fala um pouco como é ter uma banda Oi! aí nos fundos de Santa Catarina? Parece que a cena Punk/Oi! local é bem unida.

Johnny: Acho que é a mesma realidade que qualquer banda em qualquer lugar do Brasil passa. Poucos espaços para tocar, produtores que sempre querem que as bandas toquem de graça, etc. Mas a cena melhorou bastante desde que começamos com a banda. A cena local é unida sim, na medida do possível. Só quando rola um show maior pra juntar toda a galera de várias cidades diferentes.

O CD Falar Versus Ouvir teve uma boa repercussão? Teve algumas participações no mínimo “inusitadas”, digamos assim, hahahaha!

Johnny: Sim, acho que teve boa repercussão. Muitas pessoas nos conheceram através desse CD, mesmo sem uma distribuição decente. Foram quase 1000 cópias e todas as resenhas desse disco foram boas. Sobre as participações, tem você …hahahaha cantando na música Ode à Liberdade e nossos amigos Patrick Vilela e Luciano Tinti da banda Rudes de Barueri, cantando em Correria e Mestre dos Idiotas, respectivamente. Além de amigos aqui de São Bento. Penso que o inusitado é que conhecemos o Rudes em 2006, quando abrimos o show do Blind Pigs no Hangar 110 e eles eram a banda de abertura! hehehe

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O CD demo do Rejects S/A e o CD Falar Versus Ouvir.

O Gordo, vulgo Christian Targa, guitarrista do Blind Pigs, dirigiu o ótimo clipe da música Santa Ignorância (do CD) e agora bem recentemente o clipe da Matar Um Leão Por Dia (que estará na coletânea PARA INCOMODAR). Como é trabalhar com um cara que toca numa banda que influenciou vocês? Os clipes ajudaram na divulgação da banda? 

Johnny: Ah cara, muito massa! O fato é que de fãs, viramos amigos do Gordo, o que facilitou muito essa questão do clipe e também por ele saber como um clipe de uma banda de punk rock deve ser! Com certeza, um clipe ajuda DEMAIS na divulgação de uma banda! Depois que fizemos o primeiro clipe pudemos perceber isso.

clipe

Sei que você coleciona vinil, o que você coleciona? Qual é o tesouro da sua coleção?

Johnny:Minha coleção é bem modesta! Hahaha! Coleciono discos de punk/Oi!, ska e reggae. Compro os discos conforme as oportunidade$ aparecem. Tenho alguns que são raros e tal, mas acho que o mais diferente de todos é um EP 5″ do Dropkick Murphys Live On A Five Vol.4. Até então eu nunca tinha visto um disquinho desses, do tamanho de um CD

Qual o último disco que você comprou? 

Johnny: Life Won’t Wait do Rancid, meu favorito deles e eu ainda não tinha em LP.

Ótima compra. Vocês já abriram para bandas como Cólera, Garotos Podres, Olho Seco, Os Replicantes, Rattus e Terveet Kadet  da Finlândia entre várias outras. Qual foi o show mais memorável? 

Johnny: Os mais memoráveis para mim foram os shows com os Garotos Podres, Cólera e os dois com o Blind Pigs. O show com a banda street punk americana The Bloodclots aqui em São  Bento foi demais!!!

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Quais os planos para o Rejects S/A? Teremos músicas novas em breve? 

Johnny: Lançar o clipe novo da música Matar Um Leão Por Dia que aliás, estará na sua coletânea PARA INCOMODAR. Temos um CD com 10 sons que já foi mixado e agora iremos masterizar. Logo logo lançamos! Já estamos compondo novas músicas e iremos gravar no nosso próprio estúdio, o que irá facilitar as coisas pra banda daqui pra frente.

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Se alguém maluco quiser comprar seu CD ou camiseta, como faz? Aliás, me manda de novo o CD, tive que dar o meu! 

Johnny: Entra em contanto pelo facebook. Hahaha, mandarei o CD novo pra ti!

Johnny, valeu! Manda um recado aí para os punks, skins e rudeboys das nossas terras brasileiras! Um grande abraço! 

Johnny: Valeu a todos que apoiam a nossa banda e se você curtiu o som, entre em contato. Apoiem sua cena local. Valeu Henrike pela oportunidade!  Abraço!

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